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O TIBETE: UMA APRESENTAÇÃO GERAL
  Por António Coelho Teixeira
A população: sua cultura e religião

A cultura tibetana definiu-se ao longo da sua história milenar, apesar da extensão do país e da sua diversidade geográfica., através das características linguisticas das suas gentes, da sua escrita singular, da sua profunda religiosidade, particularmente budista mas com alguns alicerces “bonistas”, associada a uma vastíssima literatura e arte particularmente ligadas ao sagrado, através dos sues mosteiros, templos, chortens, (stupas) e palácios, da sua pintura em seda (thankas) ou nas paredes e tectos dos templos, mas também nas rochas das montanhas, da sua escultura particularmente nas rochas, na fundição de estatuas e objectos rituais, nas suas pratas repuxadas, nas danças e teatro sagrado.

A mesma cultura exprime-se na sua singular medicina, que tem raiz na medicina Ahuyrvédica indiana, na medicina chinesa e na persa.

Estima-se hoje uma população de tibetanos dentro e fora do Tibete (estes vivendo no exílio) de 6,2 milhões de pessoas.

Referencias surgidas na literatura disponível apontam que em 1975 existiam 7,1 milhões de habitantes permanentes no Tibete ( não contando com a população móvel como militares chineses em serviço). Cerca de 65% dessa população seria de tibetanos, 28% de han e hui e uma minoria na casa de 7% de diferentes etnias e nacionalidades entre as quais quiang, jang, monpa, lhopa, mongol, salar, tu, khazak, e srik.

É frequente, também, classificar de uma forma simplista, os tibetanos em dois tipos raciais: um alto da cabeça grande e membros compridos e um mais baixo de cabeça redonda e maças do rosto elevadas. O primeiro encontra-se particularmente, nos nómadas do norte e leste do khave e Amdo e os outros mais pequenos habita em particular as partes entrais e sul do país e os vales dos Himalaia.

Entre estes dois tipos principais encontram-se os topa das regiões elevadas do Tibete extremo Ocidental, os tsangpa e os khanpa da região oriental, os upa do Tibete central, os andowa do Ne e os Gyarongma da região extremo oriental.

O Tibete tem, porem, uma densidade populacional baixa de 3.4 pessoas por km2. A esperança de vida dos tibetanos é de 62 anos a sua literatura de apenas 40%.

A situação religiosa do Tibete é actualmente de 66% de budistas, 25% de ateus, e 6%de mulsumanos e 3% de “bonistas” adeptos da antiga religião bom, shamanico animista, hoje a grande totalidade integrando ensinamentos budistas.

 

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