| A cultura tibetana definiu-se ao
longo da sua história milenar, apesar da extensão
do país e da sua diversidade geográfica., através
das características linguisticas das suas gentes, da sua
escrita singular, da sua profunda religiosidade, particularmente
budista mas com alguns alicerces “bonistas”, associada
a uma vastíssima literatura e arte particularmente ligadas
ao sagrado, através dos sues mosteiros, templos, chortens,
(stupas) e palácios, da sua pintura em seda (thankas) ou
nas paredes e tectos dos templos, mas também nas rochas das
montanhas, da sua escultura particularmente nas rochas, na fundição
de estatuas e objectos rituais, nas suas pratas repuxadas, nas danças
e teatro sagrado.
A mesma cultura exprime-se na sua singular medicina, que tem raiz
na medicina Ahuyrvédica indiana, na medicina chinesa e na
persa.
Estima-se hoje uma população de tibetanos dentro
e fora do Tibete (estes vivendo no exílio) de 6,2 milhões
de pessoas.
Referencias surgidas na literatura disponível apontam que
em 1975 existiam 7,1 milhões de habitantes permanentes no
Tibete ( não contando com a população móvel
como militares chineses em serviço). Cerca de 65% dessa população
seria de tibetanos, 28% de han e hui e uma minoria na casa de 7%
de diferentes etnias e nacionalidades entre as quais quiang, jang,
monpa, lhopa, mongol, salar, tu, khazak, e srik.
É frequente, também, classificar de uma forma simplista,
os tibetanos em dois tipos raciais: um alto da cabeça grande
e membros compridos e um mais baixo de cabeça redonda e maças
do rosto elevadas. O primeiro encontra-se particularmente, nos nómadas
do norte e leste do khave e Amdo e os outros mais pequenos habita
em particular as partes entrais e sul do país e os vales
dos Himalaia.
Entre estes dois tipos principais encontram-se os topa das regiões
elevadas do Tibete extremo Ocidental, os tsangpa e os khanpa da
região oriental, os upa do Tibete central, os andowa do Ne
e os Gyarongma da região extremo oriental.
O Tibete tem, porem, uma densidade populacional baixa de 3.4 pessoas
por km2. A esperança de vida dos tibetanos é de 62
anos a sua literatura de apenas 40%.
A situação religiosa do Tibete é actualmente
de 66% de budistas, 25% de ateus, e 6%de mulsumanos e 3% de “bonistas”
adeptos da antiga religião bom, shamanico animista, hoje
a grande totalidade integrando ensinamentos budistas.
|