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O Tibete encontrava-se, antes da ocupação chinesa, dividido em
três províncias (em tibetano Cholkha sum):
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UTSANG
- que se estendia do Ngari Korsum (zona extremo-ocidental) ao Sokla Kyawo
(região superior do rio Salween).
-
Kham - no Tibete Oriental, estendendo-se do
Sokla Kyawo às bacias dos rios Machu (Amarelo) e do Drichu (Azul).
-
Amdo - estendendo-se de este a nordeste da
nascente do Machu (Amarelo) e na região Sertal para Chorten Karpo no
afluente Sang-chu do rio Amarelo.
Recentemente, a administração chinesa, dividiu o Tibete em
várias regiões, criando as chamadas:
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Região Autónoma do
Tibete -
de cerca de apenas 1,1 milhões de km2 e que é apenas parte do
Tibete tradicional ocupado pelos chineses em 1959.
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Xinjiang - parte do U-Tsang e do Amdo
-
Quninghai - (0,675 milhões de
km2)(qinghai)- envolve a maior parte do Amdo.
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Gansu - (Prefeitura Autónoma de
Ganlho e o Condado Autónomo de Tianzhu - 0,044 milhões de km2)
pequena parte do Amdo e do Kham.
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Sichuan - (Prefeituras Autónomas de
Kandze e Ngawa do Sicheean W - 0,250 milhões de km2 ) maior parte do
Kham
-
Yunnan - Prefeitura Autónoma de
Dechan a SE - 0,020milhões de km2 parte do Kham
Dos referidos países ou regiões vizinhas periféricos,
algumas delas fizeram parte, num ou noutro período histórico, do
império tibetano, tais como: o Baltistão, o Gilgit, o Ladak, o
Zangkar, o Laoul, o Spiti, o Kinnaur, o Norte do Nepal, o Sikkim, o
Butão e o Aruechal Pradesh, daí que as suas etnias, cultura e
língua são predominantemente tibetanas.
Mas foram as dificuldades de comunicação às altitudes e um
território tão extenso, e tão inóspito, que
dificultaram a união política do planalto, durante grande parte
da sua história. Isto não impediu, contudo, que se definisse uma
cultura multifacetada mas bem caracterizada pela religião, língua
e escrita, fortemente associada às características
geográficas, ao clima, às espécies animais e vegetais
invulgares e por vezes únicas no planeta.
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