O Mosteiro de Shimla

 
 

 

Encostado ao flanco dos Himalaias, à saída de Shimla, cidade turística onde os ricos indianos vêm procurar a frescura da altitude nas suas casas de campo, o Mosteiro de Taklung Tsetrul Rinpochê acolhe uma centena de monges. Os mais jovens têm sete anos e vêm do Sikkim, do Ladakh ou do Butão. Na maior parte dos casos os pais estão vivos mas são demasiado pobres para lhes assegurarem uma educação e por vezes até mesmo para lhes assegurarem o alimento necessário …

Não têm grandes problemas de saúde mas têm dermatoses, sarnas do couro cabeludo.

Os dormitórios albergam 12, 18 ou 20 beliches de ferro muito juntos. Sobre cada leito há um cobertor e aos pés uma toalha.

A partir do fim do Inverno há apenas água nas torneiras durante o período da manhã. Neste momento os cem residentes têm de partilhar 2 duches e 3 sanitários… Uma única sala de aula de paredes sujas com um único quadro negro não consegue acolher os diferentes níveis de ensino: o templo e o refeitório são usados como salas de aula.

Está em estudo um projecto que prevê uma cozinha maior para os monges, mais duches e sanitários, duas salas de aula, uma biblioteca e um templo. Mas o espaço está contado, o Mosteiro apresenta hoje 3 níveis sobre o flanco da montanha: seria necessário destruir a actual escada exterior de tal modo o espaço é exíguo. Serão utilizados os poucos metros livres até ao muro.

O governo financiará mais ou menos um terço do projecto, é necessário encontrar fundos que assegurem os dois terços restantes… Sabendo que o Mosteiro vive apenas das oferendas das famílias que pedem orações aos monges, só uma ajuda exterior poderá permitir a realização do projecto…