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DALAI LAMA LISBOA 2007


 
A HISTÓRIA DO TIBETE
Por António Coelho Teixeira
Lenda e arqueologia
Os primeiros Clãs e as Tribos Chiang
A dinastia Yarlung ou Chogyal
As administrações do séc.XIII ao séc.XX
Lendas e ArqueologiaPág.1/5
Introdução

A cultura tibetana tem uma história milenar forjada desde primitivos grupos humanos remontando, quiçá, à antiga mais remota idade da pedra, passando por antigas culturas neolíticas, nomeadamente a dos construtores de megálitos.

Antes do séc. II a.C. o Tibete não conheceu qualquer tipo de unificação, sendo então constituído por pequenos reinos e principados feudais, povos nómadas e algumas facções guerreiras dispersas.

A sua unificação veio a iniciar-se pelos finais do séc. II a.C. aquando do surgimento da sua primeira dinastia real - a dinastia Yarlung também conhecida por Chogyal e que só por si iria envolver cerca de quatro dezenas de reis e estendeu-se até ao séc. IX.

A partir do séc. VII essa cultura iria sofrer modificações profundas com a introdução sucessiva do budismo, dado o significativo impacto ético e espiritual. Tão profundo foi esse impacto que as características básicas civilizacionais tibetanas mantiveram-se até aos nossos dias, malgrado a invasão chinesa de 1959 e a tentativa - ainda continuada na actualidade - da sua destruição, através da tentativa da politização e de sincretização em larga escala, com a introdução de padrões culturais estranhos e forçados da cultura chinesa.

A cultura tibetana sobrevive, porém, hoje, não só no Tibete, mas, para além deste, principalmente, na Índia, no Nepal, no Butão, na Europa e nos Estados Unidos e o seu significado cultural e espiritual tem demonstrado, particularmente nos últimos trinta anos, a sua importância para a aculturação globalizante que se opera nos nossos dias à escala planetária. Porém, esta cultura invulgar corre riscos significativos de sobrevivência futura e na sua divulgação e no seu auxílio está a razão de ser de associações culturais como a portuguesa Songtsen - Casa da Cultura do Tibete.

Uma singularidade nos une, a nós portugueses, cultural e historicamente ao Tibete: o termos sido os primeiros ocidentais a contactar com essa civilização. Aquilo a que costumamos chamar "descobrimento", ou seja, a revelação, em particular, ao mundo ocidental, da existência dessa cultura.

Depois o termos-lhe atribuído o nome (ocidental, diga-se) pelo qual veio a ser largamente conhecido, depois de outras adaptações ligeiras, a inglesa e a francesa.

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