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Cidadãos tibetanos continuam a ser detidos arbitrariamente
por longos períodos de tempo, sem qualquer outra acusação
senão a de se terem manifestado (pacificamente) a favor da
independência tibetana, ou por manter ligações
com o Dalai Lama e o governo exilado no Tibete.
De acordo com os dados do relatório dos Juristas Internacionais,
neste momento, há cerca de 600 prisioneiros políticos
na Região Autónoma do Tibete.
Grande parte dos prisioneiros políticos foram detidos por
se manifestarem, pacificamente em público, a favor da independência
do Tibete, por escreverem ou
distribuírem panfletos sobre essa matéria, por possuírem
material pró-independência ou então por manter
contactos com estrangeiros ou com o governo
tibetano no exílio. Vários destes prisioneiros são
monges ou monjas.
Em 1997 o governo chinês substituiu o conceito de "contra-revolucionário"
pela igualmente elástica noção de "crimes
contra a segurança do estado", adicionando
um artigo que visa a sanção de actos susceptíveis
de "dividir a nação".
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